Grafeno, o material do futuro!

O Grafeno pode ser considerado um material de 1001 utilidades e tão ou mais revolucionário que o plástico e o silício. O grafeno é conhecido como um dos elementos que vai revolucionar a indústria tecnológica, devido à sua resistência, levez, transparência e flexibilidade, para além de ser um ótimo condutor de eletricidade. Com todas estas vantagens em breve já vamos ver este material nos nossos smartphones, portáteis, etc.

Como foi descoberto o grafeno?

O material foi descoberto em 1962 através dos químicos alemães Ulrich Hofmann e Hanns-Peter Boehm. Até então, o grafeno era conhecido apenas pela comunidade científica. Mas em 2004 tudo isso mudou, graças aos cientistas Konstantin Novoselov e Andre Geim, ambos da Universidade de Manchester, resolveram testar o potencial do grafeno como transistor, uma alternativa ao silício usado em semicondutores. Geim e Novoselov continuaram os estudos melhorando a condutividade do grafeno e tornando-o cada vez mais fino até chegar à espessura de um átomo. A descoberta deu aos cientistas, seis anos depois, o Prémio Nobel de Física pelo desenvolvimento do transistor de grafeno e, a partir daí, as experiências com este material nunca mais pararam. Só em 2010 foram publicados mais de 3.000 estudos.

Quais são as possiblidades do grafeno?

A facilidade de manusear o grafeno permite que ele seja aplicado em quase todos os setores da indústria. Atualmente, estão a ser desenvolvidas várias experiências para o aplicar no mercado tecnológico, mais especificamente em smartphones. No futuro, será possível fabricar um smartphone totalmente flexível, isto traduz-se em colocar-mos o nosso smartphone no bolso completamente dobrado e quando o tirarmos todos os componentes bem como o ecrã de alta qualidade estarão em perfeito funcionamento, ele também poderá ser transparente como o vidro e ter a espessura de uma folha de papel.

Além de flexíveis também as baterias terão melhorias significativas e deixarão de ser aquele pesadelo de estarmos quase sempre sem bateria. Em 2011, pesquisadores da Northwestern University, nos EUA, criaram uma bateria que mantém o smartphone carregado por mais de uma semana e demora apenas 15 minutos para carregar. Em fevereiro de 2013, Richard Kaner, pesquisador da Universidade da Califórnia, desenvolveu baterias para smartphones e laptops que carregam em 5 e 10 segundos, respectivamente.

A internet também será mais rápida. Há uma antena de grafeno extremamente fina feita por cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia que permite transmitir 128 GB a 1 Terabyte em apenas um segundo, a um metro de distância.

Para além disto podemos ainda criar braços robóticos para colocar nas pessoas e elas continuarem com o tato através desse braço robótico. Podemos ainda ter uma espécie de sensor, que, sem bateria, consegue ver a oxigenação do sangue e os batimentos por minuto, ele recebe energia através das ondas do smartphone.

 

Pedro Madruga